(Juízes 16:20)
Como é possível alguém ter o Espírito de Deus retirado de sua vida e não perceber?
Sansão lutou tantas vezes, venceu tantas batalhas e experimentou tantas intervenções sobrenaturais que, em determinado momento, passou a confiar no padrão e não mais na Presença.
Ele ainda possuía os músculos, o dom, a estrutura, o talento natural, mas já não tinha o Senhor, a fonte, a unção, a vida.
Existem batalhas que são perdidas não por falta de força, mas pela ausência de Deus, mesmo quando o lutador insiste em dizer: “Sairei como das outras vezes”.
Não podemos viver de memórias, não podemos confiar aoenas em experiências passadas, não podemos substituir intimidade por costume.
O maior perigo não é perder a força, é perder a presença e não notarmos, ainda que digamos:
Sairei como daquele vez.
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Defendo que a chamada “Plenitude dos Tempos”, mencionada em Gálatas 4:4, refere-se a um momento determinado por Deus ainda na eternidade, dentro do Seu plano soberano estabelecido antes da fundação do mundo. Esse tempo não foi definido por condições favoráveis na Terra, nem por fatores históricos ou humanos que teriam facilitado o envio de Jesus. Pensar assim é limitar a soberania de Deus no Céu às circunstâncias da Terra. Deus não esperou uma oportunidade surgir; Ele decretou o momento exato em que o Filho seria enviado.Quando a Escritura fala em “tempos”, entendo que está se referindo às dispensações, isto é, períodos específicos em que Deus tratou com a humanidade sob diferentes responsabilidades. A história humana, nessa perspectiva, é uma sucessão de testes espirituais. Em todos eles, o homem falha em triunfar por seus próprios esforços. Cada dispensação termina da mesma forma: falha humana, julgamento divino e a introdução de uma nova forma de administração da parte de Deus.Na dispensação da Inocência, da Criação até a Queda, o homem falhou em cumprir a vontade de Deus. Na Consciência, da Queda até o Dilúvio, falhou em viver segundo a moralidade. No Governo Humano, do Dilúvio até a Torre de Babel, corrompeu a autoridade que lhe foi concedida. Na Promessa, de Abraão até o Êxodo, falhou em permanecer firme na fé. Na Lei, do Sinai até o Calvário, mostrou ser incapaz de alcançar justiça por meio da obediência. Na Graça, do Pentecostes até o Arrebatamento, Deus salva pela aceitação e não pelo mérito. Por fim, no Reino, da Segunda Vinda até o Juízo Final, a justiça de Deus será plenamente estabelecida.Dentro dessa lógica, a Plenitude dos Tempos acontece quando o homem fracassa em todas as dispensações anteriores à Graça. A palavra “plenitude” significa algo que está cheio. O cálice da falha humana e da necessidade de redenção chegou ao seu limite. O homem já havia provado, de todas as formas possíveis, que não conseguia se salvar por esforço próprio.É por isso que, no Getsêmani, Jesus disse: “Se possível, passa de mim este cálice”. Esse cálice não podia passar, porque o homem havia esgotado todas as suas oportunidades. Restavam apenas duas possibilidades: a condenação total da humanidade ou Jesus beber o cálice da ira de Deus em nosso lugar. Não havia outra saída.Sendo assim, a Plenitude dos Tempos marca o encerramento definitivo do ciclo de falhas humanas, especialmente sob a Lei, e o início da intervenção soberana de Deus por meio de Cristo. Jesus veio exatamente quando o tempo da autossuficiência humana chegou ao fim, deixando claro que a salvação é inteiramente fruto da graça de Deus e da Sua soberania, e não de méritos, capacidades ou circunstâncias humanas.